DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
E DA CULTURA NA CPLP
CELEBRADO NA UNIVERSIDADE DE MONTREAL

 

A fim de celebrar o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, o Consulado-Geral de Portugal em Montreal e os Estudos Lusófonos do Departamento de Literaturas e Línguas do Mundo da Universidade de Montreal decidiram organizar uma sessão comemorativa que teve lugar no dia 8 de maio de 2015, das 18 às 20 horas, na sala C-3061 do Carrefour des arts et des sciences da Universidade de Montreal, sita no 3150, rue Jean-Brillant.


Vitália Rodrigues, mestre de cerimónias destas comemorações, enquadrou as várias intervenções e expôs os objetivos da iniciativa.
O evento teve como mestre cerimónias Vitália Rodrigues, professora e responsável das oficinas de português nos Serviços Culturais da Universidade de Montreal, que referiu: É o quinto ano consecutivo que os países da CPLP comemoram esta data, instituída a 20 de julho de 2009, por resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da organização, realizada na Cidade da Praia em Cabo Verde, decisão fundamentada no facto de a língua portuguesa constituir, entre os povos da comunidade, um vínculo histórico e um património comum resultantes de uma convivência multissecular que deve ser valorizada.

Com esta sessão comemorativa visou-se, ainda, celebrar, os 8 séculos da língua portuguesa, a sua valorização e visibilidade, enquanto idioma oficial de nove países inseridos em múltiplas matrizes geopolíticas e culturais.

Mais de 70 pessoas estiveram presentes nesta celebração do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP:

(foto de Carlos de Jesus)

Painéis com 71 personalidades lusófonas de projeção global.

Do programa constava a exposição bilingue Potencial Económico da Língua Portuguesa /Potentiel économique de la langue portugaise organizada pelo Camões, Insituto da Cooperação e da Língua, a partir de um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa -, coordenada pelo professor Luís Reto. Esta exposição foi patrocinada pela Caixa Desjardins Portuguesa, apresentada pelos finalistas do Curso Estudos Lusófonos, Sabrina Domingues e Daniel André, e um conjunto de alocuções alusivas quer aos vários aspetos temáticos que constam dos 17 painéis expostos quer a aspetos que versavam sobre as culturas da CPLP e da Língua de Camões, Machado de Assis, Gabriel Mariano, José Águalusa e Mia Couto. No quadro da missão do Camões IP, esta mostra tem por objetivo reforçar o conhecimento sobre a Língua Portuguesa, e assim contribuir ativamente para a sua valorização e difusão no mundo - pode ler-se, a propósito, no sítio do Camões, IP.

O dr. Juan Carlos Godenzzi, diretor do Departamento de Literaturas e Línguas Modernas da Universidade de Montreal, o dr. José Guedes de Sousa, cônsul-geral de Portugal em Montreal e a nova cônsul-geral do Brasil em Montreal, dra. Maria Elisa Theófilo de Luna proferiram as palavras de boas-vindas e expressaram saudações à língua portuguesa e à comunidade de países de língua portuguesa.


Juan Carlos Godenzzi, diretor do Departamento de Literaturas e de Línguas Modernas

José Guedes de Sousa, cônsul-geral de Portugal em Montreal

Maria Elisa Theófilo de Luna, cônsul-geral do Brasil em Montreal

Luís Aguilar, docente do Camões Instituto da Cooperação e da Língua e Responsável dos Estudos Lusófonos na Universidade de Montreal

O dr. Luís Aguilar, docente do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua e professor responsável dos Estudos Lusófonos da Universidade de Montreal dissertou sobre Os Potenciais Universal e Económico do Português no Século XXI. Contextualizou os dados expostos sobre a língua de Camões, a última flor do Lácio, a doce e agradável língua, a nossa magna língua portuguesa, como uma das quatro línguas mundiais a par do inglês, do espanhol e do francês, língua em que se tagarela nos quatro cantos do mundo, vinte e quatro sobre vinte e quatro, uma língua de contacto entre povos e nesse contexto, o português é uma língua supercentral na galáxia das línguas do mundo e uma das poucas línguas potencialmente universais no século XXI, como premonitoriamente previu Fernando Pessoa. Ler comunicação completa

Apparecida de Almeida, professora de português e de cultura brasileira nas Universidades de Montreal e UQÀM

A dra. Apparecida de Almeida, professora de língua portuguesa e cultura brasileira da Universidade de Montreal e pioneira do ensino de Português nestas paragens fez uma comunicação intitulada "Breve História do Ensino da Língua Portuguesa em Montreal e na Universidade de Montreal (1973- 2015)” e homenageou o dr. António Querido, professor catedrático e grande linguísta português da Universidade de Montreal nos anos 70.


Ricardo Costa, estudante finalista do Curso Estudos Lusófonos, apresentou o deploravel estado atual do ensino de Língua Portuguesa no Canadá

Ricardo Costa, finalista do Curso Estudos Lusófonos da Universidade de Montreal deu a conhecer os dados que recolheu no estudo que realizou no âmbito da cadeira Português Lingua Estrangeira e concluiu sobre a precariedade do ensino de português no Canadá: A Língua Portuguesa no Quebeque e no Canadá,


Emanuel Linhares, presidente da Caixa Desjardins Portuguesa e da JOEM
Foi dada a palavra ao patrocinador dr. Emanuel Linhares, presidente da Caixa Desjardins Portuguesa e da JOEM. Ler comunicação completa

Houve ainda um concurso intitulado, “Totolíngua”, patrocinado pela JOEM, sobre vocábulos que desde 1911, uns, e 1945 e 1973, outros, são frequentemente mal grafados e que o AO de 1990 não alterou: bem-vindos, com certeza, cidadãos, açoriano, coco, mal-estar, raiz, coreano, peru, houve, adesão, interveio e dispensa. Ver aqui os boletins do concurso e respetivas soluções.


O vencedor do concurso Totolíngua, Daniel Milazzo, um jovem jornalista brasileiro, mestrando na Universidade de Montreal

O prémio, um dicionário da Porto Editora, foi entregue por Francisco Salvador, ao vencedor do concurso, o jornalista brasileiro e estudante da Universidade de Montreal, Daniel Milazzo que acertou em 11 dos treze vocábulos. Coco sempre se escreveu sem acento circunflexo e raiz não leva acento.

Para além de portugueses e brasileiros, contou-se também com a presença de angolanos e moçambicanos.

Diálogo entre lusófonos (foto de Carlos de Jesus)


Ana Paula Santos, Vitália Rodrigues e Martha Cardenas, três elementos-chave da organização

Daniel André, Maria Couto, Liliana Marcelino, Adelaide Oliveira, Odete Parente, membros de uma equipa eficaz. (foto de Carlos de Jesus)

Luís Aguilar no momento em que proferia o seu discurso. (foto de Carlos de Jesus)

Daniel André, finalista dos Estudos Lusófonos com o professor Luís Aguilar e Francisco Salvador

(foto de Carlos de Jesus)


Consulado-Geral de Portugal
em Montreal


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