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Mas,
em tanto que cegos e sedentos
Andais de vosso sangue, ó gente insana,
Não faltarão cristãos atrevimentos
Nesta pequena casa Lusitana.
De África tem marítimos assentos;
É na Ásia mais que todas soberana;
Na quarta parte nova os campos ara;
E se mais mundo houvera, lá chegara!
Luís
Vaz de Camões
in Os Lusíadas, Canto VII
Esta
Pesquisa Orientada na Rede versa sobre as consequências
atuais da história
da Expansão Portuguesa, uma comunidade de países
de língua portuguesa, que são parte integrante
do património comum da humanidade. Torna-se, neste
quadro, necessário definir o conceito de Lusofonia
- traço
de união entre cerca de 250 milhões de pessoas
que falam português nos cinco continentes.
Desafiamos
os estudantes a elaborarem uma definição
fundamentada de Lusofonia, através de uma autêntica
caça ao tesouro na Internet, onde procuram
informações, recolhem dados, respondem a
diversas questões e, enfim, interpretem os dados
recolhidos criteriosamente selecionados e, enfim, construam
um texto sobre a sua visão pessoal do conceito
de Lusofonia.
Para
que os estudantes não se percam no oceano da informação
e nos cabos das tormentas e mares tenebrosos do desconhecimento
(informação medíocre ou pouco fiável).
À palavra de Ordem tantas vezes ouvida por professores
"pesquisem na Internet!", quer-se aqui contrapor
uma atitude pedagógica que passa por não
entregar os estudantes às feras: queremos
que as suas pesquisas tenham uma orientação
empenhada e objetivos claros de aprendizagem, para que
os resultados sejam significativos e enriquecedores tanto
para quem aprende como para quem ensina.
A
aquisição e construção do
conhecimento através da pesquisa orientada na Rede
faz-se tendo em conta outros tipos de aprendizagem não
clássicos, tais como, o trabalho de projeto, a
experiência e resolução de problemas,
o trabalho de grupo, a aprendizagem participativa e o
trabalho autónomo. Tendo em consideração
estas vertentes do processo de ensino aprendizagem, o
tempo que o estudante passa na Internet é, nesta
modalidade de Pesquisa Orientada na Rede, otimizado pois
que nela encontra uma estrutura que o apoia e uma orientação
que o guia.
O facto de esta pesquisa desembocar num trabalho solitário
de produção de um texto não obsta
em que todo o processo não sejam propostas outras
modalidades de trabalho como fóruns de discussão,
partilha crítica de opiniões, etc.
As
tecnologias da informação e da comunicação
vieram para ficar e proliferam no universo das relações
Socioculturais, em geral, e no da Educação
e da Formação, mais particularmente. São
incontornáveis, criaram a necessidade da aquisição
de novas competências e, sobretudo, impuseram a
deslocação do eixo da ação
do professor para a ação do estudante a
aprender, da aquisição estática de
conhecimentos para a sua partilh e construção.
E se é verdade que todas estas preocupações
e princípios didáticos e pedagógicos
se colocam há décadas, hoje, eles não
constituem uma opção, são uma imposição:
o recurso à tecnologia provoca a emergência
de inovadoras formas de aprendizagem, pautada pela pesquisa,
pela cooperação, pela ação,
pela resolução de problemas, formulação
de questionamentos, respostas a perguntas, etc.
De acordo com José de Moura Carvalho, com quem
tivemos o grato prazer de fazer um curso promovido pelo
Instituto Camões, sobre estes tipos de instrumentos
didáticos interativos na Rede (WEB), uma tal
pesquisa, tipo caça ao tesouro, consiste num
conjunto de questões que podem ser respondidas
se acedermos a sítios que contenham a informação
necessária. Ainda que se proponha um modus
operandi aberto e flexível, deve evitar-se
o pesquisar por pesquisar. Por outro lado, uma tal forma
de pesquisa permite um trabalho de grupo, uma vez que
os estudantes vão, gradualmente, tomando conhecimento
das pesquisas uns dos outros e discutir sobre as diferentes
perspetivas em cima da mesa.
Depois
de ler a Introdução, em que o orientador
da pesquisa expõe em traços largos, o
tema de pesquisa, os pesquisadores devem tomar conhecimento
das questões que servirão de base à
resposta à questão central, tendo, para
o efeito, ao seu alcance, ligações para
sítios, portais, blogues, páginas, etc,
selecionados criteriosamente. Tendo em conta as respostas
que cada participante na pesquisa encontrou para as
questões de base, é altura de responder
à questão central, num texto com um máximo
de 1000 caracteres. E fica concluída a pesquisa,
naturalmente sujeita, como qualquer trabalho académico,
à avaliação e, se for o caso, partir
para outra pesquisa. O quadro seguinte, resume o processo
a seguir.

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