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11 Q u e s t ã o
Como todas
as línguas, o Português enfrenta o problema da penetração
do idioma estrangeiro, problema que varia de importância com,
entre outras coisas, a realidade social dos países que a
têm como língua oficial. Ainda que, tendo em conta
que defender o idioma não é imunizá-lo dos
contributos e incorporações necessários à
sua renovação, a língua portuguesa padece actualmente
do excesso de estrangeirismos e do relaxamento das normas para inclusão
de palavras e expressões no vocabulário. Exemplifique
com situações concretas os excessos referidos e aponte
a forma de evitá-los.
E que falar da influência do vocabulário português no léxico japonês (4000 palavras). Da presença
muçulmana na antiga Lusitânia, herdamos centenas de
palavras, como arroz, açúcar, azeite, alfândega,
almirante, refém e oxalá. Dos germânicos, em
especial suevos e visigodos, recebemos guerra, espiar, roubar, estaca,
ganso, luva, trégua, e, mais recentemente, balcão,
blindar, bordar - assim como numerosos nomes de pessoas e lugares,
a exemplo de Fernando, Rodrigo, Álvaro, Gonçalo, Guimarães
e muitos outros. Poderíamos acrescentar a essa lista milhares
de vocábulos que aproveitamos do francês, inglês,
italiano, chinês, entre outros. Paul Teyssier, um lusitanista
recentemente desaparecido, na sua Histoire de la langue portugugaise,
conta que no final do século XVIII, o brasileiro já
aparece no teatro português como um personagem com peculiaridades
da sua fala. Um exemplo que ele apresenta é a generalização
do uso da forma de tratamento que até hoje se mantém
no Brasil, mas que em Portugal era empregada apenas familiarmente:
o "você", redução de "voismicê",
que por sua vez deriva de "vossa mercê". Além
disso, quando Pombal decretou a obrigatoriedade do uso do português
no Brasil, os falantes brasileiros já haviam incorporado
diversas palavras de origem indígena e africana no seu vocabulário.
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