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Família e Natureza
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As Águas
de Onésimo Silveiro A chuva regressou pela boca de noite (Nos braços famintos das árvores Desceu pela noite a serenar Nos braços das árvores... |
Rapariga
de Ana Paula Tavares Cresce comigo o boi com que me vão trocar Trago nas pernas as pulseiras pesadas Dos meus ancestrais ficou-me a paciência Da mistura do boi e da árvore
a efervescência o desejo a intranquilidade a proximidade do mar Filha de Huco Com a sua primeira esposa Uma vaca sagrada concedeu-me favor das suas tetas úberes. |
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A Seca Novembrina Solene Longe daqui
subimos os morrosFomos procurar a água que resta do ano que passa.Senhora Luna a farinha?Tarda a chuva seco o milhoA lavra não vai medrar.Chimutengue, meu vizinho então por cá?Pois que vim te visitar te avisar que o meu gado vai passar aqui por pertoTarda a chuva e é preciso procurar o que lhe dar de comer o que lhe dar de beberO capim está ficar negro está na hora de mudar.Imigrante Silva, a tua mulher?Está mal. Que é do leite pra lhe dar a carne pra lhe engordar?E os filhos?Estão magrinhos doentados vão ficar igual com o paiQue é da escola pra lhes dar sapatos pra lhes calçar ofício pra lhe ensinar?Dunduma amigo companheiro Chipa Zeca, Ernesto, Calembera. Olhai pelo gado. Protegei os pastos. Olhai pela vida das fêmeas e pela saúde dos machos. |
Aí,
o Mar As palavras que desenhei na areia
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