Sabina Direitinho,
jovem artista da nossa comunidade, expôs, na Galeria
L'Ame-Art, de 16 a 30 de Setembro de 2003, os seus trabalhos
de acrílicos em tela, inspirados na azulejaria
portuguesa do século XVII. O que pudemos ver,
no dia 16 de Setembro, data de abertura da exposição,
foi uma concepção artística original
que precisa, quanto a nós de uma maior definição
do projecto. Quem entra de repente numa sala com quadros
da Sabina é deliciosamente enganado, já
que pensa tratar-se de azulejos verdadeiros. Depois,
apercebe-se da leveza de cada amontoado de azulejos
e maravilha-se com a ideia. Gostamos, sobretudo, das
reproduções de obras existentes. Mais
do que a recriação de motivos. O que luz
na arte de Sabina é a fidelidade da reprodução,
o recontar da história de um azulejo, do momento
em que foi produzido até à sua forma actual,
com as marcas do seu trajecto e a erosão do tempo.
Carlos Ferreira, o conhecido proprietário do
restaurante Café Ferreira Trattoria, que comprou
uma boa parte dos quadros expostos, vai proporcionar
um novo trajecto para à arte de Sabina, colocando-os
trabalhos no seu império de gastronomia portuguesa,
no palácio da rua Peel.
Sabina: Que tal a reprodução dos azulejos
do Palácio Marquês de Fronteira?