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Tert�lia
sobre a Cultura Portuguesa Por
Lu�s Aguilar |
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Os estudantes da cadeira de Introduction � la Culture Portugaise do Programa de Mineur en langue portugaise et cultures lusophones da Universidade de Montreal animaram mais uma tert�lia sobre Cultura Portuguesa, no Restaurante Estrela do Oceano, na noite de 18 de Dezembro, com uma sala cheia de admiradores dos j� habituais ser�es coordenados e dinamizadas pelo Dr. Lu�s Aguilar, Professor Convidado de Estudos Portugueses da Universidade de Montreal.
Depois
a M�sica foi outra, a erudita, simbolicamente representada por Francisco
de Lacerda (1869-1934), um a�oriano esquecido, viva e entusiasticamente
lembrado por Joviano Vaz, ajudado na t�cnica por Ricardo Costa, que puxou
os seus raros CD�s para evocar aquele que foi, com Cl�udio Carneiro, Armando
Jos� Fernandes e Jorge Croner de Vasconcelos, um compositor cuja m�sica
se integra na evolu��o da m�sica europeia do s�culo XX, alternativa �
corrente musical nacionalista de Vianna da Mota e Lu�s de Freitas Branco.
Mas tudo
havia come�ado com a inaugura��o da Exposi��o do fot�grafo Joi Cletison,
sobre a Presen�a Portuguesa na Ilha de Santa
Catarina no Brasil e
as marcas culturais que ali t�m vindo a deixar
de h� duzentos e cinquenta anos a esta parte, sobretudo, os nossos
compatriotas ilh�us. Exposi��o apresentada pela Dra. Manuela Marujo, Professora
da Universidade de Toronto, convidada, para o efeito, pelo Dr. Lu�s Aguilar
e a provar que os docentes portugueses s�o capazes de trabalhar em equipa
e colaborarem em iniciativas comuns, aproveitando da melhor maneira os
recursos dispon�veis. Esta exposi��o de fotografia ficar� at� 15 de Janeiro,
no restaurante portugu�s Estrela do Oceano e dela fazemos refer�ncia num
outro ponto desta edi��o. Apesar
dos seus 85% de emigrantes no Canad�, os a�orianos, raramente s�o evocados
neste tipo de sess�es. Foram os estudantes quebequenses (Catherine Baron,
Joelle et Nelson) que com a curiosidade acesa pelas in�meras narra��es
dos nossos conterr�neos seus vizinhos que explicam o acento t�nico nos
A�ores, nesta sess�o cultural, que teve a dura��o de cinco horas e ainda
ficou com um tema eternamente adiado: o tema do Ensino da L�ngua Portuguesa
no Quebeque, tema que ser� desenvolvido, noutras edi��es deste jornal.
E se houve
consenso sobre a import�ncia dos A�ores na vit�ria israelita na guerra
de Yom Kipur e a humilha��o imposta por Marcelo Caetano aos militares
portugueses de alta patente, cedendo aos sucessivos ultimatos de Kissinger
j� esse consenso n�o foi poss�vel no que ao 25 de Abril disse respeito.
Apresentado por um jovem estudante de Pol�tica, nascido j� depois de 1974,
o tema foi comentado como tendo sido o cabelo no caldo verde: o que percebem estes jovens do 25 de Abril ? ouviriamos comentar no final. Uma festa t�o bonita estragada
desta maneira! Lu�s Aguilar agradeceu �
directora do Departamento de L�nguas
e Literaturas Modernas da Universidade, a Professora Catedr�tica
Monique Arnaud, acompanhada da sua filha, a actriz Delphine Arnaud, ao
Dr. Nuno Bello, C�nsul Geral de Portugal em Montreal, ao escritor transmontano
Manuel Carvalho, ao sempriterno jovem Joviano Vaz, � Dra. Manuela Marujo, ao Conjunto
Recorda��es, � (ah!) fadista Jordelina Benfeito, ao Carrefour des jeunes lusophones du Qu�beque,
ali representado po Frederico Fonseca e, enfim,
a todos quantos, pela sua presen�a, encorajam os estudante de L�ngua e Cultura Portuguesas,
na organiza��o deste tipo de eventos e nos estudos portugueses que prosseguem.
A Dra
Monique Arnaud, referiu a import�ncia de ac��es de imers�o cultural deste
tipo, A Dra Manuela Marujo, por seu turno e na mesma linha, lembrou as
virtualidades de uma estrat�gia deste teor e confessou ir aplic�-la nas
cadeiras de cultura portuguesa que ministra na Universidade de Toronto.
S�o raros os universit�rios que reconhecem as
virtualidades de uma estrat�gia de imers�o ao mundo sociocultural. Geralmente
preferem separar a cultura de quem a produz e quotidianamente constr�i.
Quedam-se pela conserva cultural enlatada e posta inutilmente nas prateleiras-lembra Lu�s Aguilar. E a estudante lusocanadiana Belmira
Perp�tua, origin�ria dos A�ores, apresenta, em contraponto ou complementarmente,
o conjunto de textos de apoio � tert�lia, da sua responsabilidade, distribu�dos,
ali, com o apoio do Restaurante Estrela do Oceano e que cont�m, nas formas
mais diversificadas, informa��o para ler mais
em repouso e como complemento importante da cultura viva ali experienciada. Em franc�s, explica, j� que as cadeiras ministradas na Universidade
de Montreal com o apoio do Instituto Cam�es dirigem-se prioritariamente
aos estudantes universit�rios estrangeiros, com o fim de promo��o e difus�o
da L�ngua e Cultura Portuguesas. Um outro estudante recorda a Henrique Laranjo e aos a�orianos
presentes as palavras da sua conterr�nea Nat�lia Correia: � subalimentados do sonho!
A Poesia � para comer. A Doreen
(quebequense), tamb�m estudante de cultura portuguesa, refere, por exemplo,
que o que ouviu de Francisco de Lacerda n�o fica atr�s de
um Debussy. Adriana Parra (origin�ria da Argentina e M�rio
Conde com origens na Galiza , submeteram-se a um jogo, estilo ca�a ao
Tesouro, muito bem apresentado por Catherine Desgagn�s (quebequense) sobre
a tem�tica do roteiro biobliogr�fico de E�a de Queir�s, ele mesmo, um
visitante long�nquo de Montreal, ficando as suas palavras sobre esta cidade
norte-americana, registadas num postal evocativo, tamb�m ali distribu�do.
Am�lia Vaz aproveita para lembrar a origem a�oriana de E�a de Queir�s,
coisa que n�o sabia, nem a estudante, nem muitos dos presentes.
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