O que tem de ser
feito deve ser sublimemente bem feito é o lema de Belmiro
de Azevedo, parafraseando Fernando Pessoa. E se assim o pensa melhor
o executa. Este engenheiro de sucesso, de 62 anos, é o número
1 do
Grupo SONAE que tem já 11 fábricas de aglomerados
de madeira espalhadas pelo mundo, nomeadamente, Inglaterra, Brasil,
África do Sul, Espanha, Canadá, etc. No dia 15 de Junho
2000, a fábrica Tafisa-Canadá no Lac-Mégantic,
inaugurou a sua segunda linha de montagem.
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A
fábrica Tafisa-Canadá,
do grupo Sonae
Indústria de Belmiro de Azevedo, é a
maior fábrica de aglomerados do mundo, razão pela
qual é considerada pelo Governo do Quebeque como um modelo
de empreendimento. Isso mesmo pôs em evidência o Ministro
das Finanças e Vice-Primeiro Ministro do Quebeque, Bernard
Landry que, juntamente com a Ministra do Emprego e do Trabalho,
Diane Lemieux, o Presidente da Tafisa Canada, Claude Livernoche,
o Secretário de Estado da Indústria e da Energia
de Portugal, Vítor Manuel da Silva Santos e o Presidente
da Câmara de Lac-Mégantic, Jean Campeau, ali renderam
homenagem à obra do grande empresário português.
Estiveram também presentes o Embaixador de Portugal no
Canadá, Dr. Duarte de Jesus e o Cônsul-geral de Portugal |
em Montreal, Dr. Eduardo
Fernandes de Oliveira, que os responsáveis pela cerimónia
se esqueceram de referir. O Senhor Cônsul Geral de Portugal em
Montreal, mais tarde, já em conversa à beira lago, confessou-nos
estar incomodado com esta gaffe diplomática, não tanto
por si, mas sobretudo por não ter sido assinalada a presença
do Senhor Embaixador, que é o representante do Presidente da
República neste país da América do Norte. Resta
saber de quem é a gaffe, como resta saber porque é que
estas nódoas acabam sempre por cair no melhor dos panos portugueses.
Fora esta lamentável ocorrência tudo parece ter sido ultra-bem
organizado, de uma eficiência exemplar, com gosto e muita calma,
êxito para o qual contribuiu, certamente, o Dr. Fernando Paulinha,
director português da Tafisa-Canadá, que não teve
mãos a medir, para que tudo decorresse sem atropelos.
Dos discursos, uma constante: o elogio sincero a Belmiro de Azevedo
e às suas capacidades negociais e empreendedoras. Em primeiro
lugar, a Senhora Ministra do Emprego e do Trabalho regozijou-se pelo
aumento de cerca de 400% de empregados da fábrica Tafisa desde
o seu início, há 10 anos. Com efeito, aos 60 empregados
iniciais, foram-se juntando, até ao presente, cerca de mais de
200. E existem perspectivas do número de trabalhadores da empresa
vir a aumentar. O Presidente da Câmara de Lac-Mégantic
focou a importância da fábrica para a vida da povoação
e o conjunto de obras que estão previstas para que a fábrica
se possa expandir, sem prejudicar o quotidiano nem desequilibrar o ambiente
com o seu impacto.
É de referir que a Tafisa-Canadá é uma fábrica
que representa 10% do mercado Norte Americano deste produto, refere
Bernard Landry, tratando Belmiro por meu amigo, evocando os bons momentos
passados nesse belo, simpático e acolhedor país que é
Portugal. A Tafisa-Canadá é a única fábrica
que tem um armazém para protecção da matéria
prima e que pode conter até 1 milhão de metros cúbicos,
prossegue Claude Livernoche. Outro projecto deverá ser implantado
aqui no Quebeque nos próximos 2 a 3 anos, aguardando-se apenas
os resultados de um estudo, em princípio, concluído até
ao final deste ano, anuncia Belmiro de Azevedo.
Após os discursos, seguiram-se as perguntas dos jornalistas.
Praticamente todas dirigidas a Belmiro de Azevedo, e que andaram à
volta de metros cúbicos, dólares e investimentos, entremeados
com cifrões, o que fez com que o sempre bem humorado, Bernard
Landry, acalmasse os seus compatriotas e dissesse: não se preocupem
com o enorme esforço de investimento em infra-estruturas que
estamos a fazer e que saem dos vossos impostos. Nós logo recuperamos
isso e com juros.
 

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