
As
palavras de boas-vindas couberam ao decano da Faculdade de Artes
e Ciências, Gérard Boismenu, que pôs em evidência
a atenção e apoio, ainda que com recursos limitados,
aos Estudos Lusófonos da Universidade de Montreal e lembrou
a existência de uma Cátedra de Cultura Portuguesa
na nossa universidade e a importâmcia que o decanato confere
ao ensino de línguas. Nesse contexto, sublinhou a importância
que têm obras como esta que aqui se apresentou ao público.
Realçou, ainda, a importância de mobilizar recursos
e estabelecer parcerias com as forças vivas da nossa sociedade,
como é o caso da Caixa Desjardins Portuguesa.
Rossana
Pires, que interveio de seguida, expos a satisfação
que a Caixa Portuguesa nutre em relação a projetos
que levam bem alto a língua e a cultura portuguesas e se
insiram num quadro cooperativo que indiciam a navegação
do Eu para o Nós, e o privilégio
que ela mesma sente em poder estar ali a anunciá-lo.
Georges
Bastin, o ex-diretor do Departamento de Literaturas e Línguas
Modernas que acompanhou, do início ao fim, a elaboração
da obra integrou-a no quadro das atividades da Mediateca Portuguesa
dos Estudos Lusófonos, a par do Manual de Língua
Portuguesa em Linha, que conta já com milhares de utilizadores
de cerca de uma centena de países, em pouco mais de dois
anos.
Juan
Carlos Godenzi, diretor do Departamento de Literaturas e Línguas
Modernas há menos de um mês, propôs-se acompanhar
outras publicações e outras iniciativas dos Estudos
Lusófonos. Utilizando o desenho da própria capa
do manual, realçou algumas características do
manual, nomeadamente, o relevo dado à comunicação,
numa perspetiva de ação concreta e dinâmica.
Fernando
Demée de Brito, cônsul-geral de Portugal em Montreal,
entendeu comunicar exclusivamente em português, para reafirmar
a disponibilidade do Governo Português, através do
Camões, Instituto da Cooperação e da Língua,
para a celebração de protocolos que visem o desenvolvimento
da língua e cultura portuguesas na Universidade de Montreal,
nomeadamente a mais recente renovação do protocolo
da Cátedra de Cultura Portuguesa.
Francisco
Loiola, diretor do Departamento de Psicopedagogia e Andragogia
da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade
de Montreal reafirmou a sua vontade em orientar o projeto de validação
do nosso modelo de ComunicAção para o Ensino do
Português Língua Estrangeira, centrado no jogo de
papéis e realçou a importância que este projeto
pode ter para o ensino de outras línguas.

Alexis
Norris, vereador da freguesia de Mile-End-Plateau-Mont-Royal contou,
num excelente português (com resumo em francês) as
diatribes por que passou no seu percurso de aprendizagem da língua
de Camões e salientou que escasseavam os manuais como este
que agora foi lançado e que lhe teria facilitado a vida.
Hoje, como locutor proficiente, referiu, vai revisitar nesta obra,
o funcionamento da língua, o léxico e as culturas
que lhe estão associadas.

Maylis
Tartas, estudante de português, e utilizadora da versão
preliminar experimental do Português Comunicativo
expôs a relação que com ele travou e as especificidades
deste manual em relação a outros de outras línguas:
a força dos textos autênticos para ler, destinados
a adultos, as referências culturais, etc.