| Auto-Retrato
HINO
VIVO À MINHA PÀTRIA
Olhos
castanhos, da cor do Saint-Laurent, o rio majestoso que atravessa
o meu amado país.
Cabelos grisalhos,
parecidos com a pimenta e o sal que temperam o nosso prato nacional,
a "poutine", a delícia dos deuses.
Baixo, em conformidade
com a designação inicíal de Quebeque, "Baixo
Canada".
Cara decorada
com rugas, como as estradas da minha adorada província.
Farta cabeleira,
como as florestas das "Laurentides".
Tão
magro como o orçamento de Estado do meu país.
Cosmopolita
como a minha cidade bem-querida, Montreal, que fala Português
às vezes com palavras espanholas e sotaque quebequense.
Sou Virgem,
como todo o Norte da minha pátria, Novo-Quebeque, baía
de Hudson.
A minha idade
corresponde ao tempo que vai levar o pagamento de impostos relativos
aos melhoramentos na rede do metro.
Ô Quebeque,
até onde me levas para cantar a tua glória !
Ou
Ô Quebeque
! Quantas transformações devo sofrer para cantar à
tua gloria !
Texto
produzido, a partir da proposta de trabalho contida na
Ficha, Auto-retrato
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