a TIMOR LOROSAE
(República Democrática de TIMOR LESTE)

por

Kathy Santos
Estudante
(Pesquisa na Rede e Texto)

Vitália Rodrigues

Assistente(Concepção e Texto)
Supervisão de Luís Aguilar,
Docente do Instituto Camões e professor convidado da Universidade de Montreal - Canada

Propomo-vos uma viagem virtual à mais nova nação do mundo. Vamos ao Sudoeste Asiático, onde fica a ilha de Timor e nela se encontra o membro mais novo da ONU, o centésimo nonagésimo primeiro (191º) dos seus membros: Timor Lorosae, que significa em Tetum “país do sol nascente” ou Timor Oriental, como o seu próprio nome indica. Timor Leste localiza-se na parte Este da Ilha de Timor, ficando a Oeste a Indonésia, de má memória.

Convidamo-lo(a) a visitar Timor-Leste, antiga colónia portuguesa e hoje o país mais jovem do mundo, cuja independência foi reconhecida a 20 de Maio de 2002. Terra montanhosa, dominada pela cadeia Ramelau, de clima tropical e de vegetação abundante, situada no sudoeste da Ásia, entre as îlhas de Java e Bornéo, a Norte da Áustrália.Os Portugueses chegaram à ilha de Timor entre 1510 e 1515 e, durante quatro séculos, exploraram os recursos naturais do território timorense, sobretudo o sândalo e, só depois da segunda guerra mundial empreenderam iniciativas para o seu desenvolvimento, nomeadamente, construindo em Díli, um novo porto, um hospital, repartições governamentais, escolas e casas de saúde. Durante o período de ocupação de Portugal pela Espanha de 1580 a 1640, os holandeses começam a expulsar os portugueses da Indonésia. Tudo o que resta é Timor. E mesmo assim, só a partir de 1640, os portugueses fixam-se definitivamente na Costa Este da îlha. A fronteira entre os dois impérios foi fixada, finalmente, em 1859, o que não impediu que as duas potências coloniais se disputasse até Junho de 1914, data em que a fronteira das colónias foi reconhecida pelo Tribunal Internacional de Justiça de Haia.

Com a Revolução dos Cravos em Portugal, a 25 de Abril de 1974, Timor confrontou-se com a ideia da independência, de certo modo exportada por Portugal provocando, assim, a formação de partidos políticos, nomeadamente, a União Democrática Timorense (UDT) e a FRETELIN, declarando esta unilateralmente a independência, enquanto os soldados portugueses ainda no território tudo faziam para voltar a Portugal, onde a guerra civil espreita, inicialmente. A República Democrática de Timor-Leste foi proclamada a 28 de Novembro de 1975 pela FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor Leste Independente). A 7 de Dezembro de 1975, alguns dias após a saída dos soldados portugueses do território e da proclamação da independência pela Fretilin, Timor-Leste foi invadido pela Indonésia, que ocupou o território durante 24 anos, apesar da condenação da ONU. A ocupação militar da Indonésia, apoiada pelos Estados Unidos da América com a complacência de Portugal, resultou no genocídio do povo timorense e a devastação do país com o objectivo de integrar pela força o antigo território português na Indonésia, enveredando esta por desenvolver vários programas de desenvolvimento, sobretudo a partir de 1989. Mas, o massacre do dia 12 de Novembro de 1991, veio relembrar as atrocidades feitas pelos indonésios, quando cerca de 200 pessoas, que comemoravam a morte do estudante Sebastião Gomes, foram mortas no cemitério de Santa Cruz. E foi preciso este massacre e a sua divulgação pela comunicação social para que a comunidade internacional se passasse a interessar pela causa timorense.

A atribuição do Prémio Nobel da Paz, a Carlos Filipe Ximenes Belo e a José Ramos Horta, em 1996, veio dar um maior reconhecimento mundial sobre a causa de Timor-Leste. Também em 1997, a visita de Nelson Mandela, o presidente sul-africano, a Xanana Gusmão, prisioneiro da Indonésia por ser o líder da FRENTILIN, aumentou a pressão para que se empreendessem negociações com vista à independência de Timor. Entretanto uma crise económica enfraqueceu o regime de Suharto, ditador indonésio, que o levou à demissão em 1998. Finalmente, em Maio de 1999, sob a supervisão das Nações Unidas, negociações permitiram a realização de uma consulta popular. No dia 30 de Agosto de 1999, apesar de serem ameaçados, 78.5 % dos Timorenses votaram pela independência. Mas, antes de partirem de Timor-Leste, as milícias indonésias causaram muitos mortos e deixaram o país destruído. Soldados da ONU entraram em Díli, no dia 22 de Setembro de 1999, para manterem a ordem. Logo de seguida, Xanana Gusmão foi libertado, e, em 2002, foi escolhido para presidente de Timor-Leste.

Quanto à identidade dos timorenses, nunca existiu uma cultura única e homogénea. Os Portugueses, indo de Ceuta a Timor, deixaram as suas marcas por onde passavam. Estas marcas sentem-se principalmente na religião, na língua e na arte timorenses. A música tradicional é essencialmente produzida por instrumentos de percussão e as danças populares são ritmadas por tambores.

Existem, hoje, vários organismos, comissões, associações e organizações que pretendem ajudar a causa de Timor. É, também, possivél estar ao corrente dos acontecimentos, por meio de relatórios e observatórios, ou das notícias da imprensa de Timor-Leste.

O turismo está a ser bastante desenvolvido e é sobretudo reconhecido pelo mergulho.