Convidamo-lo(a)
a visitar Timor-Leste, antiga
colónia portuguesa
e hoje o país mais jovem do mundo, cuja independência
foi reconhecida a 20 de Maio de 2002. Terra
montanhosa, dominada pela cadeia Ramelau, de clima
tropical e de vegetação abundante, situada no
sudoeste da Ásia, entre as îlhas de Java e Bornéo,
a Norte da Áustrália.Os
Portugueses
chegaram à ilha de Timor entre 1510 e 1515
e, durante quatro
séculos, exploraram os recursos naturais
do território timorense, sobretudo o sândalo
e, só depois da segunda guerra mundial empreenderam
iniciativas para o seu desenvolvimento, nomeadamente, construindo
em Díli,
um novo
porto, um hospital, repartições governamentais,
escolas e casas de saúde. Durante
o período de ocupação de Portugal pela
Espanha de 1580 a 1640, os holandeses começam a expulsar
os portugueses da Indonésia. Tudo o que resta é
Timor. E mesmo assim, só a partir de 1640, os portugueses
fixam-se definitivamente na Costa Este da îlha. A fronteira
entre os dois impérios foi fixada, finalmente, em 1859,
o que não impediu que as duas potências coloniais
se disputasse até Junho de 1914, data em que a fronteira
das colónias foi reconhecida pelo Tribunal Internacional
de Justiça de Haia.
Com
a Revolução
dos Cravos em Portugal, a 25 de Abril de
1974, Timor confrontou-se com a ideia da independência,
de certo modo exportada por Portugal provocando, assim, a
formação de partidos políticos, nomeadamente,
a União Democrática Timorense (UDT)
e a FRETELIN, declarando esta unilateralmente a independência,
enquanto os soldados portugueses ainda no território
tudo faziam para voltar a Portugal, onde a guerra civil espreita,
inicialmente. A República Democrática de Timor-Leste
foi proclamada a 28 de Novembro de 1975 pela FRETILIN
(Frente Revolucionária de Timor Leste Independente).
A 7 de Dezembro de 1975, alguns dias após a saída
dos soldados portugueses do território e da proclamação
da independência pela Fretilin, Timor-Leste foi invadido
pela Indonésia,
que ocupou
o território durante 24 anos, apesar
da condenação da ONU. A ocupação
militar da Indonésia, apoiada pelos Estados Unidos
da América com a complacência de Portugal, resultou
no genocídio do povo timorense e a devastação
do país com o objectivo de integrar pela força
o antigo território português na Indonésia,
enveredando esta por desenvolver vários programas de
desenvolvimento, sobretudo a partir de 1989. Mas, o massacre
do dia 12 de Novembro de 1991, veio relembrar as atrocidades
feitas pelos indonésios, quando cerca de 200 pessoas,
que comemoravam a morte do estudante Sebastião Gomes,
foram mortas no cemitério
de Santa Cruz. E foi preciso este massacre
e a sua divulgação pela comunicação
social para que a comunidade internacional se passasse a interessar
pela causa
timorense.
A
atribuição do Prémio
Nobel da Paz, a Carlos
Filipe Ximenes Belo e a José
Ramos Horta, em 1996, veio dar um maior
reconhecimento mundial sobre a causa
de Timor-Leste. Também em 1997, a visita
de Nelson Mandela, o presidente sul-africano, a Xanana Gusmão,
prisioneiro da Indonésia por ser o líder da
FRENTILIN, aumentou a pressão para que se empreendessem
negociações com vista à independência
de Timor. Entretanto uma crise económica enfraqueceu
o regime de Suharto,
ditador indonésio, que o levou à demissão
em 1998. Finalmente, em Maio de 1999, sob a supervisão
das Nações Unidas, negociações
permitiram a realização de uma consulta popular.
No dia 30 de Agosto de 1999, apesar de serem ameaçados,
78.5 % dos Timorenses votaram pela independência. Mas,
antes de partirem de Timor-Leste, as milícias indonésias
causaram muitos mortos e deixaram o país destruído.
Soldados da ONU
entraram em Díli, no dia 22 de Setembro de 1999, para
manterem a ordem. Logo de seguida, Xanana
Gusmão foi libertado, e, em 2002, foi escolhido
para presidente de Timor-Leste.
Quanto à identidade
dos timorenses, nunca existiu uma cultura
única e homogénea. Os Portugueses, indo de Ceuta
a Timor, deixaram as suas marcas por onde passavam. Estas
marcas sentem-se principalmente na religião, na língua
e na arte
timorenses. A música
tradicional é essencialmente produzida
por instrumentos de percussão e as danças populares
são ritmadas por tambores.
Existem,
hoje, vários
organismos, comissões,
associações e organizações
que pretendem ajudar a causa de Timor. É, também,
possivél estar ao corrente dos acontecimentos, por
meio de relatórios
e observatórios,
ou das notícias
da imprensa de Timor-Leste.
O
turismo
está a ser bastante desenvolvido e é sobretudo
reconhecido pelo mergulho.